Poeta 72 de 102
Elisa dos Santos Cabral
MORDIDAS
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Mordidas viciam,
Maliciam
Fisgam
Mordidas benditas, Malditas
Perdidas
Mordida
leve, Breve
De quem não deve
Malvada Molhada
Apaixonada Mordida
proibida, Atrevida
Despida.
A mordida
nua Crua
Envenena
Enfeitiça
Atiça.
Mordidas
marcadas,
Censuradas
Limpadas
Pensadas.
As mordidas podem,
Sabem
Vão
Fazem
Amam
Tramam
Chamam.
Mordidas
combinam, Com
meus dentes
E contigo!
Elisa dos Santos Cabral, atriz, poeta e artista visual de Ijuí (RS), atua na Cia Teatral Tontonelo, com turnês pelo Brasil, Bolívia e Peru.