Poeta 85 de 102

Francinalva Muniz

ÍNTIMO

Sórdidos desejos, não há como conter, tu, que tens as

curvas que gosto e me alimenta o sentir de te ter

Fervoroso querer de deitá-la em meu leito e sentir o

amor sensual por inteiro.

Excitação impulsiva, pensamentos perpassam o

desenho de teu corpo nu e sinto a tez de tua pele.

Meu instinto carnal se inebria com os feromônios, me

enlouquecem, ah, como quero -te

Não há controle do tocar teus lábios, da loucura do

pulsar do sangue, és tu sim, minha benesse

Os sentidos aguçados na penumbra da noite, somos

só, nós dois, no aquecer de pele e suor

No desenho bem feito de tuas nádegas, meus lábios se

perdem, onde tudo é permitido do amor eros

Toco as linhas triangular de tua pubiana, Oh, beleza

perigosa, visão bela e Formosa.

Tuas mãos pressionam meu corpo no teu, tua boca me

suga, sedenta que eu te cubra inteira

Na atração impetuosa e troca de carícias, há

combinação emocional e correspondência biunívoca.

Passo a língua em teus dentes graúdos e sugo a saliva

quente de tua boca carnuda.

Me perco em beijá-la nesse sentir prazer erótico,

vejo-a mais bonita desnuda

Eu sou teu e tu és minha e no gozo de nós dois, não há

nada mais sonoro que ouvir teu gemido!

Francinalva Muniz participou de festivais literários e atua em projetos culturais. A maternidade transformou sua vida e sua poesia, dando origem a obras ainda não publicadas.

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