Poeta 54 de 102
Henrique Vieira
LOUVORES À BOCETA
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bendita seja a boceta
em toda sua suculência.
bendito os seus lábios
e a seiva que deles escorrem.
bendito seu calor acolhedor,
que envolve um pau devoto,
abraçando-o e envolvendo-o
em seu divino interior.
bendito seu clitóris,
pérola de felicidade,
que ao encontrar a língua certa
arrebata ao paraíso.
benditas as contrações, o gozos,
os espasmos e os tremores,
sensações que só ela
consegue manifestar.
bendita seja a boceta,
obra suprema e cálice do prazer,
que embriaga e eleva,
umedece e extrai o mais puro néctar
daquele que a conhecer.
Henrique Vieira, escritor, poeta e cronista. Autor de livros como Indelével: assim como o amor, integra academias literárias e o coletivo Café Poético Sergipano.