Poeta 25 de 102

Flávio Benigno

ABRANDIO

Mordiscar teus dedos, teus lóbulos. Tocar-te a meio centímetro: pelos magnéticos. Massagear tuas costas com tambores do peito, não só com meu queixo escalando teu pescoço. Ao plainar sobre tuas pernas, rasante, minha língua desliza em vales de vênus.

Flávio Benigno é natural do Norte de Minas Gerais. Reside em Belo Horizonte. É poeta e psiquiatra praticante da psicanálise. Publicou Cinema das Palavras pela Cas'a Edições.